sexta-feira, 12 de dezembro de 2014

Aquisições e rumores do mundo dos Hidrocolóides!

Olá leitores,

Começo explicando  que este blog se concentra em fornecer informações técnicas relacionadas as gomas em geral.

Notícias de mercado não são usualmente comentadas, devido ao fato que trabalho nesta área e recebo informações privilegiadas que são de interesse da  companhia que me encontro,   e a partir dai me sinto no dever de preservá-las conosco.

Entretanto, nesta semana foram divulgadas 2 informações de grande relevância   e que não tem relação direta com nosso negócio.

A primeira é a compra da empresa brasileira Gemacom de Juiz de Fora (MG)  pela internacional Tate and Lile.
Eu venho acompanhando há alguns anos, o aumento  gradual no Brasil  de investimento da Tate na linha de sistemas à base de hidrocolóides  e pessoalmente penso que foi uma decisão muito acertada, investir em uma empresa bastante  conceituada,  madura e com grande know-how em laticínios. 

Laticínios é considerado por muitos, a área mais nobre e rentável neste amplo mercado de mesclas que temos.

Depois de adquirir a italiana Cesalpinia em 2005 e a alemã G.C. Hahn em 2009, a Tate finalmente finca  seus pés aqui com planta própria.


A outra informação que tenho é um rumor,  noticiado  pelo  conhecido especialista   Dennis Seisun da IMR.

É sobre a possível aquisição da FMC pela Dupont/Danisco, de sua área de nutrição que engloba entre outras coisas, Alginatos, Carragenas e Celulose Cristalina, somado ao extenso portfólio de blends para a indústria de alimentos.


FMC up for Acquisition

There were rumors at the HIE that negotiations were under way for a potential acquisition of FMC by Dupont/Danisco. Such rumors were fueled by a few investment related internet websites discussing such a possibility and the rational behind it. Dupont has announced that it will be making a divestment of part of its industrial performance chemicals through a spin-off in 2015. Cash from this transaction plus other cash in hand are expected to be used to make strategic acquisitions in the health, food and nutrition field, seen as a less cyclic and higher growth potential market. Finally the rumors have been given more credence by some private sources available through IMR's large network of "Hydrocolleagues".



If and when such an acquisition takes place it will be a major event in the world of hydrocolloids. It will essentially merge two hydrocolloid giants and provide the group a very strong if not dominant position in a number of hydrocolloids, namely MCC, carrageenan, alginates, pectin, and LBG. It would also be a major force in the systems and blends arena which would provide an internal market for its own hydrocolloids. The acquisition price would be in the $ billions and more than likely would attract the attention of anti-trust in the USA and the monopolies commission in the EU.
Regards, 
Dennis Seisun
IMR International 
dseisun@hydrocolloid.com
+1-858-217 5024



Resumido, se for concluído este negócio, o gigante conseguirá ficar  ainda mais gigante.

Um abraço,
Daniel









domingo, 23 de novembro de 2014

Filme comestível à base de Alginato de Sódio!


Olá leitores,

Hoje publico Dissertação do Mestrado da atual Doutoranda Maria Crystina Igarashi  da Universidade de Paulo, Faculdade de Ciências Farmacêuticas.

No decorrer da elaboração de sua dissertação,  nós trocamos conhecimentos sobre Alginatos e eu forneci amostras para seus testes.

Seguem link da USP e dissertação em PDF.

http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/9/9131/tde-12122013-141946/pt-br.php

Desenvolvimento de filme comestível à base de alginato incorporado do agente antimicrobiano óleo essencial de cravo: aplicação em alimento

Este trabalho acadêmico tem semelhanças com um artigo cientifico que publiquei este ano sobre aplicação de Pectinas em filmes comestíveis,  sendo usado óleo essencal de canela  para conservação.

Boa leitura!


segunda-feira, 17 de novembro de 2014

Sem Amido não há Extrusão!


A coisa é mais ou menos assim: Blogs precisam de leitores e leitores buscam posts ou postagens.
E quem escreve  os posts? Os blogueiros, certo? E de onde  saem  as formas de escrever? No meu caso, vêm de 4  fontes:

1) Eu escrevo a partir  de uma ideia original, como fiz aqui diversas vezes. Isto inclui textos técnicos, textos acadêmicos , textos semi-formais, apresentações, etc.
2) O blogueiro reproduz um texto na integra de outro profissional, na  forma de trabalho  acadêmico , artigo   técnico  publicado  em revistas especializadas, vídeos, etc.
3) Eu desenvolvo um texto a partir de outra fonte, ou seja, não jogo o texto solto e sim o interpreto segundo minha visão do assunto.
4) Faço recomendações de livros, seminários, sites, etc.

Um fator que gera ansiedade em qualquer blogueiro é a falta de assunto, porque isso resulta em uma queda no dinamismo do blog e corre-se o risco das pessoas perderem  o  interesse. Há momentos que simplesmente não tem o que escrever e que material   algum  cai  no colo. E se caem são fracos. Isso mesmo, nós não publicamos tudo que lemos, pois temos o dever de garimpar e decidir se o conteúdo  é bom ou não para reprodução. Faço esta introdução ou dou  esta volta toda, para explicar que, já tomado por um pequeno desconforto de não escrever desde junho, fui em outubro à cidade de Jaboticabal, a 350 km de São Paulo, mais precisamente na Unesp,  pra participar de um curso sobre extrusão em rações de animais de estimação. Nos 2 primeiros dias, tivemos a parte teórica e dentre as diversas palestras, escutei uma resposta a um questionamento: "Sem amido não há extrusão". Foi então que me deu um lead!  Sim, um lead! Sabe, existe no  jargão jornalístico um termo que é "dar  um lead" que, de uma forma resumida, consiste em fazer perguntas básicas para serem respondidas, a fim de  justificar  uma manchete  e iniciar um primeiro parágrafo  introdutório da matéria.

Ou seja, deu um lead para meu novo assunto.


     Protagonismo do Amido do Milho no processo de Ração Extrusada para Pet Food!


Extrusão é um processo largamente usado na industrias de plástico e metal, mas também encontra bom espaço  nas empresas de alimentos que produzem snacks e  nas empresas que fabricam  pet food.
Primeiramente iniciarei explicando a diferença entre os processos de extrusão e peletização, com as suas  similaridades e marcantes diferenças.

Extrusão é caracterizado pelo cozimento dos ingredientes sob alta pressão, umidade e temperatura, em um curto espaço de tempo. Este processo propicia maior digestibilidade do alimento, além de melhorar a palatabilidade da ração. Outra vantagem é a versatilidade em relação ao controle da textura, densidade (grau de expansão) e formato do alimento. Os produtos extrusados podem ser oferecidos em diversas formas e tamanhos, o que traz vantagens também em relação à atratividade.

Kibbles ou Extrusados

Já a peletização consiste na compactação de ingredientes, formando pequenas unidades chamadas "pellets". Para esta transformação , umidade, pressão e temperatura também estão envolvidas, porém,em menor intensidade, resultando em grau de cozimento reduzido.
Apresenta desvantagens em relação a digestibilidade, eliminação de organismos patogênicos e palatabilidade, mas é um processo mais barato.

Pellets

Em ambos os processos a lógica está na expansão do amido, que é o responsável direto pela textura do produto final. No caso da extrusão se cozinha/gelatiniza no mínimo 60% do amido e da peletização no máximo 30%, o que torna o pellet menos cozido, menos aerado e mais pesado que o extrusado, também chamado de kibble (termo em inglês).
Os produtos extrusados são para alimentação de gatos, peixes e cães, mas também são largamente utilizados em snacks do tipo "Elma Chips" e outras aplicações alimentícias, e pellets para aves e porcos, sendo que estes dois  animais aceitam bem esta textura em suas rações.

A produção em escala industrial se divide em várias fases conforme demonstrarei no fluxograma abaixo, mas é dentro da extrusora ( 4 fases destacadas em verde)  que detalharei mais, pois é nesta parte  que vem  o conceito de expansão do amido.


Fluxograma Processo Ração Cães


Extrusora


Ingredientes secos/moídos antes entrar alimentador  Extrusora

Antes de entrarmos no conceito de extrusão por etapas do processo, comento que a matéria-prima seca que é usada para alimentar a extrusora é composta por milho, arroz, proteínas de diversas fontes, fibras e parte dos ingredientes. Tudo passa por uma moagem já descrita no fluxograma. Premix mineral, antioxidantes, antifúngicos, corantes, gordura e palatabilizantes, são adicionados em fases posteriores a esta mistura seca também chamada de amorfa.

Alimentador Extrusora

A mistura seca é adicionada mecanicamente no alimentador,  acima e será acondicionada no tanque abaixo.

Tanque Alimentação


P'ré-Condicionador

O Pré-Condicionador é responsável pelo pré-cozimento e a pré-gelatinização do amido.

Canhão Extrusão


No canhão de extrusão se dá o cozimento final da massa e a expansão/gelatinização do amido.
Um rosca geométrica empurra a massa na direção do molde com pouca presença de oxigênio, alto cisalhamento, tempo e temperatura. Esta parte do equipamento possui uma camisa helicoloidal ou horizontal, por onde passam água ou vapor para alterar a temperatura, e ranhuras que funcionam como um amortecedor na parte interna para auxiliar no cisalhamento.
Em resumo a massa seca amorfa alimenta a extrusora, no pré-condicionador esta massa começa a pré-gelatinizar e no canhão se torna um gel viscoelástico,  que é ideal para se expandir na saída do molde.


Moldes e Facas

Ao sair do canhão de extrusão a massa afunila e passa por um molde, exemplos nas fotos abaixo e por um conjunto de facas. Ambos  ficam internamente nesta parte do equipamento  acima.
As sair do molde e ser cortado, o kibble despressuriza em contato com o meio ambiente e recebe oxigênio, que incha e tenta escapar mas fica retido devido a rede formada de amido dentro do extrusado. Dai vem a expansão do kibble.

                                 

                                                                        Tipos de Moldes

Kibbles ou Extrusados recém saídos do molde e cortados pelas facas

Acima demonstro kibbles que fizemos na produção que acompanhei na Unesp de Jaboticabal.


Nota do Blogueiro


Eu me atentei apenas para a importância do amido de milho e outras fontes como o arroz, porque tem relação com o blog. Mas é certo que o processo é bem mais amplo e foi minimamente mostrado no fluxograma. Etapas de moagem, secagem, aplicação dos líquidos (gordura e palatabilizantes), também são pontos críticos, mas que não representam o tema principal do post.
Esta mudança de textura proporcionada pelo amido é explicada também pela transição vítrea, além do conhecida gelatinização por  cozimento deste hidrocolóide. Transição vítrea é a mudnça reversível em materials amorfos, entre uma estado duro e relativamente rígido par um estado mole e borrachento.
Apesar de uma mudança profunda nas propriedades físicas de uma material quando da sua transição vítrea,  este processo não é uma mudança de fase, como são a fusão ou solidificação, e sim uma mudança na textura.
Finalizo  dizendo que é possível aplicar o amido de milho das marcas tradicionais disponíveis no mercado como é usado na indústria de alimentos, mas por critérios de disponibilidade e menor custo se usa o milho em grãos.


terça-feira, 29 de julho de 2014

Vídeo sobre Maionese feita com Amido Resistente da Banana Verde!

Olá leitores,

Posto um vídeo de uma maionese chamada  de “Bananese, apresentado no Jornal Hoje da Rede Globo em 19/07/2014.


Pesquisadores do Instituto Federal  Goiano, criaram uma maionese feita de banana verde cozida.

A Banana Verde na forma cozida de Biomassa ou Farinha já é usada há muito tempo pelas indústrias de alimentos , principalmente em aplicações em panificação, substituindo a farinha de trigo, mas em maionese é realmente uma inovação.

Há um extenso material na internet e acrescento um  link que disserta bem sobre o tema no que diz respeito aos benefícios para saúde:


A banana verde é rica em amido resistente e quando amadurece este amido se transforma em carboidratos digeríveis.

Os grandes fabricantes de amidos no mundo também disponibilizam na forma de Amidos Resistentes, oferecendo ao mercado uma excelente alternativa para o desenvolvimento de produtos saudáveis. 

Eu já escrevi sobre o assunto e segue link e resumo abaixo.


O reconhecimento científico que alguns amidos não são digeridos nem absorvidos no intestino delgado, tem trazido interesse mercadológico as frações de amidos não digestíveis e o seu potencial para explorar propriedades saudáveis similares as quais a fibras dietéticas  oferecem para o intestino grosso.
Amidos resistentes não são digeridos pelas enzimas pancreáticas no intestino delgado,  alcançando o cólon, aonde proporcionam  benefícios como por exemplo, crescimento de bactérias probióticas.
Sendo uma fibra natural, é utilizado principalmente em produtos de panificação e massas, auxiliando na textura e contribuindo com o teor nutricional.
Outra destacada aplicação é na redução da quantidade de óleo em snacks fritos, o que resulta na redução das calorias. 

Boa leitura e vídeo!

Um abraço,

Daniel

segunda-feira, 21 de julho de 2014

Uso de Hidrocolóides nas formulações de Pães sem Glúten.

Empresas de panificação vem há muito anos desenvolvendo pães sem o uso de Glúten , importante proteína que faz parte  na farinha de trigo , com a intenção de atender consumidores com dietas especiais chamados Celíacos.

Celíacos são pessoas que tem Intolerância permanente ao Glúten. A doença  Celíaca geralmente se manifesta na infância, entre o primeiro e terceiro ano de vida, podendo entretanto, surgir em qualquer idade, inclusive na adulta. O tratamento da doença consiste em uma dieta totalmente isenta de Glúten. Os portadores da doença não podem ingerir alimentos como: pães, bolos, bolachas, macarrão, coxinhas, quibes, pizzas, cervejas, whisky, vodka,etc, quando estes alimentos possuírem o Glúten em sua composição ou processo de fabricação.

A conceituada empresa Americana TIC Gums,  apresenta dois  trabalhos que posto aqui sobre uso de Goma Xantana e Sistema de Gomas na reposição de Farinha de Trigo, com a finalidade de substituir a rede de Glúten e retenção do ar através desta rede , formada durante a  fermentação biológica ou química. 
Texto também destaca a permanência de atributos sensoriais desejados,  como textura crocante  e maciez das massas, mesmo substituindo matérias-primas diretamente responsáveis por estas características.
Para ter acesso aos trabalhos é necessário acessar os links abaixo e preencher um rápido cadastro no site da TIC Gums, depois rapidamente é enviado para o e-mail cadastrado.


http://web2.ticgums.com/gluten-free-cornbread

 http://web2.ticgums.com/gluten-free-brea


Através da minha experiência, pude observar além da Goma Xantana, o emprego de Goma Guar, CMC, Amido de Milho, Fécula de Mandioca, Alginato de Sódio  e Hidroxipropilmetilhemicelulose (HPMC), nas composições de  pães e bolos  sem  Glúten de Trigo.

Está em moda uma dieta sem Glúten , prometendo perda de peso rápido e desinchamento, muito divulgada pelas celebridades.

Fisiologicamente   até acredito nos benefícios desta alternativa de regime, mas penso que exige cuidados e acompanhamento permanente médico/nutricional.

Termino comentando que não imagino  que derivados de farinha de trigo sejam trocados por produtos sem Glúten à base de Hidrocolóides para esta dieta em voga,  mas sim por produtos integrais como massas, pães, torradas e até farinhas. E outras forma de carboidratos como frutas, suco de frutas, etc.

Boa leitura!

Daniel

sábado, 12 de julho de 2014

Pesquisadores da Universidade de São Carlos desenvolvem embalagem comestível com Pectinas!


Hoje posto sobre um importante artigo acadêmico brasileiro,  publicado  na revista científica Elsevier:
http://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S0268005X1400143X

O artigo é sobre um filme comestível produzido a partir de Pectinas de Alta e  Baixa Metoxilação  e Puré de Mamão Papaia, diluídos  em  uma  Emulsão de Óleo Essencial de Canela.

Ele foi escrito pelo Pesquisador Caio Gomide e equipe, numa colaboração entre o Departamento de Engenharia de Materiais da Universidade Federal de São Carlos, o Laboratório Nacional de Nanotecnologia para o Agronegócio da Embrapa Instrumentação e o Laboratório de Embalagens da Universidade Federal de Viçosa.

Transcrevo a minha percepção do experimento abaixo, depois de ter tido acesso ao Paper. Também me apoiei em  uma regular  troca de e-mails com o autor Caio,  que teve muita boa vontade para esclarecer minhas dúvidas.

De uma forma resumida ele foi desenvolvido assim:

1)  Utilização do óleo essencial de canela para preservação;
2)  Aplicação de Nanotecnologia para reduzir partículas do óleo essencial de canela,  com a finalidade de  aumentar a superfície de contato no filme,  e melhorar a proteção contra microrganismos patogênicos;
3)  Uso de pectina como principal componente do filme.
4)  Polpa de fruta para ajudar na formação da rede de pectina e aproveitamento de resíduos.
Assim foi apresentado ao mercado uma  embalagem natural, comestível, ecologicamente correta,  e principalmente , sem a necessidade de conservantes sintéticos  no filme produzido.
Este importante componente de usar óleo essencial de canela como conservante natural,  é a principal inovação do estudo, somado a redução até nanopartículas de óleo,  para melhorar a superfície de contato.
Pectinas BTM e ATM ( 3% de cada uma na forma pó  e em diferentes provas) foram diluídas em água com ultra teor de pureza , acrescido de  6% de purê de mamão papaia.  Depois se repetiu a diluição desta pasta ( pectina + purê  e mesmas condições)  em uma  emulsão do óleo essencial.
A proporção foi de 1 / 1,  o que resultou em 1,5 % de cada Pectina, 3% purê e 4,5% de água ultra pura ou emulsão de óleo essencial. Os volumes de cada prova descansaram por 4 horas para eliminação de bolhas,  e foram submetidos a um processo de secagem à 25 °por 48 horas. 
E por fim , os pesquisadores fizeram uso dos conhecido efeito de pH ácido da polpa da fruta e teor de carboidratos/sólidos-solúveis da mesma, para auxilio da formação de gel , na formação do filme de Pectina. 

Segue abaixo material promocional do artigo, gentilmente fornecido pela Verónca Savignamo da SBPMat ( Sociedade Brasileira de Pesquisa em Materiais).




Nota do Blogueiro:



Elsevier   é um provedor e líder mundial de compartilhamento de informações de relevância no campo das ciências, saúde e profissionais de tecnologia.  
Eles tem uma interessante secção sobre Hidrocolóides:
http://www.journals.elsevier.com/food-hydrocolloidshttp://www.journals.elsevier.com/food-hydrocolloids

Sociedade Brasileira de Pesquisa em Materiais (SBPMat) é uma sociedade civil, de direito privado, sem fins lucrativos, sediada no Rio de Janeiro. 
http://sbpmat.org.br/

Na formação da emulsão de óleo essencial de canela/ cinamaldeído foi usado Polisorbato 80, água e homogeneizador.
Foi formada uma emulsão óleo em água (O/W), com 2% de cinamaldeído e 1,5% Polisorbato 80 em água ultra purificada, através de um misturador Ultra Turrax.


​Boa leitura!

Daniel





quinta-feira, 26 de junho de 2014

Novidade em Amidos Lipofílicos para Emulsões em Bebidas!

Olá,

Achei esta novidade na revista FIB nr. 29 sobre  Amidos Lipofílicos  para emulsões em bebidas,  da empresa Ingredion.

Está no link a seguir entre as páginas 54-57:


Também encontrei artigo em inglês :


Existe uma competição técnica entre Amidos Modificados e Gomas Arábica/Acácia para esta função.

Há aproximadamente 10 anos, escutei sobre modificações através de substituições chamada OC ou Octenilsuccinato,  que confere aos amidos  poder emulsificante.

Isto também ocorre na molécula de Goma Arábica do tipo Seyal.

Na prática eu conhecia Amidos Lipofílicos e Goma Arabica Seyal modificada, ambos com inclusão através de substituição de OC, além da mais conhecida alternativa que é Goma Arábica do tipo Senegal.

O grande diferencial deste Amido da Ingredion "Purity Ultra", é que ele estabiliza uma emulsão com até 24% de óleo, reduzindo custos de transporte e produção.

Outras soluções aqui comentadas , carregavam entre 10-20% no máximo. Quanto mais óleo tem em uma emulsão, menos água precisa , e naturalmente acaba ficando mais concentrada.

Óleo Essencial é a porção aromática e mais cara das emulsões.

Em países continentais como o Brasil e que o principal meio de transporte é através de caminhões/rodovias, transportar produtos mais concentrados apresenta  redução de custo muito significativa. 

Lamento  que o artigo não conta o segredo e peço que dividam comigo se alguém souber. Fala apenas  na possibilidade de redução de partículas de óleo "microns"no homogeneizador, mas suspeito que isto é uma pequena parte do mistério.

Boa leitura!

Daniel

domingo, 22 de junho de 2014

Artigo sobre Pectinas!

Olá Pessoal,

Hoje posto novo artigo da Revista FIB,  número 29.
O que me chamou mais atenção foram as diferenças entre Pectinas extraídas de maçã e das frutas cítricas, laranja, limão e lima.

Texto também comenta sobre fontes de batata, beterraba e tomate, mas com menos ênfase. 

Na pratica,  já ouvi sobre  produção a partir de frutas cítricas no Brasil, México e Itália  e maçã e batata na China. Tomate e beterraba acredito que não exista interesse comercial devido seu baixo rendimento

 Boa leitura!

Daniel

terça-feira, 27 de maio de 2014

Carragena Aplicada em Produtos Cárneos!

Olá leitores,

Posto muito bom artigo da empresa Agargel sobre Carragenas em produtos cárneos

Tem uma boa introdução sobre a história desta goma,  fornece informações técnicas, introduz as principais aplicações, explica possíveis interações, comenta sobre o protagonismo das Filipinas no cultivo de algas e produção deste hidrocolóide, entre outras coisas.

Carragenas em Produtos Cárneos!

Agradeço  meu colega de mercado Jun Setoguchi, Diretor da Agargel, que gentilmente me forneceu o texto.

Boa leitura!

Daniel


quinta-feira, 15 de maio de 2014

Arroz Parboilizado : Importância da modificação física do Amido para fixação de Vitaminas e Sais Minerais!

Caros leitores,

Hidrocolóides sofrem alterações químicas, físicas e enzimáticas para se tornarem comercializáveis.

O melhor exemplo provavelmente seja o Amido,  e até já escrevi  sobre isso:  http://www.hidrocoloides.com.br/2012/04/panorama-despretensioso-sobre-amidos.html

Isso ocorre também com amido dentro dos grãos,  como  resposta a processos térmicos.

Esta semana chegou em minhas mãos um texto sobre Arroz Parboilizado, suas vantagens nutricionais e o mais importante para este Blog, o protagonismo do Amido neste contexto.

Segue link para leitura: http://jornalggn.com.br/blog/luisnassif/o-arroz-parboilizado-e-seus-beneficios

Para mim foi uma descoberta prazerosa.

Para vocês desejo o mesmo.

Um abraço!
 Daniel



terça-feira, 15 de abril de 2014

10.000 Hits alcançados!

Olá leitores,

Esta semana alcançamos 10.000 Hits.

Para blogs tradicionais é pouco, mas para um espaço técnico  é significativo.

Pouco mais de 2 anos , aprendendo , ensinando, conhecendo gente, colaborando com estudantes, fazendo parte da Blogosfera,  e sobretudo,  cumprindo seu papel de agrupar informações sobre Hidrocolóides.

Um abraço,
Daniel 



quarta-feira, 2 de abril de 2014

Alginato de Propileno Glicol em Panificação!

Compartilho belo artigo da Vogler Ingredients.

Ele ensina como se aplica Alginato de Propileno Glicol (PGA) em panificação, esclarecendo através de testes e fotos.

Panificação é uma área que está sempre atrás de novas tecnologias,  e este material chega ao mercado em boa hora.


Boa leitura!

Um abraço,
Daniel

terça-feira, 1 de abril de 2014

Goma Guar Quaternizada aplicada em Cosméticos!


Introdução


Goma Guar é um hidrocolóide clássico,  e extraído do endosperma  (parte da semente) do vegetal de espécie Cyamoposis psoraloides ou tetragonolabus, originária da Índia e do Paquistão.
É  usada principalmente como espessante em alimentos e tem a mesma ação em extração de petróleo, onde a formação de fluxos viscosos é essencial para os vários tipos de processos.
Seguem 2 links nos quais eu já postei  sobre cada um destes temas:
O curiosidade deste blogueiro,  especializado em alimentos,  frequentemente o transporta para outros mercados, e que em suas mais recentes andanças,  descobriu a Goma Guar Quarternizada.
Aplicada principalmente em condicionadores capilares com a função de espessamento,  peculiar característica desta goma, e proporcionar  maciez ao cabelo, fato este que despertou  meu interesse em  estudar sobre o assunto.


Processo de Quaternização


Goma Guar Quaternizada / Catiônica com um grupo funcional Quaternário de Amônio, tem sido largamente utilizada em produtos de beleza com propriedades espessante e condicionante, ou resumindo dá corpo na  loção condicionadora  e age como agente condicionante no cabelo.
A reação química consiste em introduzir cargas positivas/ elétrons a Goma Guar usando o Quaternário de Amônio , reagente responsável pelo  ionização do polímero.
Estes reagentes são na grande  maioria sais de quaternário de amônio com grupos laterais reativos.


Os condicionadores geralmente apresentam em sua composição tensoativos catiônicos de sais quaternários de amônio, que diminuem a repulsão dos fios molhados  carregados negativamente. Os condicionadores eliminam ou, pelo menos, reduzem a repulsão dos fios carregados negativamente, tornando mais fácil penteá-los.        
Além disso,  suas moléculas são caracterizadas por uma longa cadeia apolar e um grupo funcional polar. A parte ativa da molécula dos condicionadores é um cátion (─NH3+):



Figura 1

Os detergentes (compostos que limpam especialmente sujeiras de óleo e graxa), incluindo o xampu, são também tensoativos, porém, do tipo aniônico. Assim, quando a pessoa utiliza o xampu, seu cabelo fica eletrostaticamente carregado, em razão da repulsão entre as moléculas negativas carregadas, aderidas ao cabelo. Os fios carregados negativamente repelem-se, embaraçando-se uns nos outros e adquirindo um aspecto áspero e arrepiado.


Figura 2

Por isso, é necessário passar o condicionador depois de lavar os cabelos com xampu. Geralmente, esse composto apresenta na sua composição surfactantes de sais quaternários de amônio, pois ele apresenta quatro grupos ligados ao nitrogênio com carga positiva. Abaixo é mostrado o mais usado:


Figura 3

Os íons carregados positivamente aderem aos fios (cadeia polar) e também aos tecidos , formando uma camada uniforme que tem forte atração pela água. É por isso que os fios ficam mais úmidos, reduzindo a fricção dos fios, tornando-os mais fáceis de pentear. Os tensoativos catiônicos também possuem grande afinidade com a queratina dos fios do cabelo, tornando-os mais macios e brilhosos.
Os tensoativos catiônicos possuem também ação bactericida. Por serem irritantes à pele, eles não são usados em produtos para o corpo, mas somente em cremes para os cabelos e amaciantes de roupas.