sábado, 12 de julho de 2014

Pesquisadores da Universidade de São Carlos desenvolvem embalagem comestível com Pectinas!


Hoje posto sobre um importante artigo acadêmico brasileiro,  publicado  na revista científica Elsevier:
http://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S0268005X1400143X

O artigo é sobre um filme comestível produzido a partir de Pectinas de Alta e  Baixa Metoxilação  e Puré de Mamão Papaia, diluídos  em  uma  Emulsão de Óleo Essencial de Canela.

Ele foi escrito pelo Pesquisador Caio Gomide e equipe, numa colaboração entre o Departamento de Engenharia de Materiais da Universidade Federal de São Carlos, o Laboratório Nacional de Nanotecnologia para o Agronegócio da Embrapa Instrumentação e o Laboratório de Embalagens da Universidade Federal de Viçosa.

Transcrevo a minha percepção do experimento abaixo, depois de ter tido acesso ao Paper. Também me apoiei em  uma regular  troca de e-mails com o autor Caio,  que teve muita boa vontade para esclarecer minhas dúvidas.

De uma forma resumida ele foi desenvolvido assim:

1)  Utilização do óleo essencial de canela para preservação;
2)  Aplicação de Nanotecnologia para reduzir partículas do óleo essencial de canela,  com a finalidade de  aumentar a superfície de contato no filme,  e melhorar a proteção contra microrganismos patogênicos;
3)  Uso de pectina como principal componente do filme.
4)  Polpa de fruta para ajudar na formação da rede de pectina e aproveitamento de resíduos.
Assim foi apresentado ao mercado uma  embalagem natural, comestível, ecologicamente correta,  e principalmente , sem a necessidade de conservantes sintéticos  no filme produzido.
Este importante componente de usar óleo essencial de canela como conservante natural,  é a principal inovação do estudo, somado a redução até nanopartículas de óleo,  para melhorar a superfície de contato.
Pectinas BTM e ATM ( 3% de cada uma na forma pó  e em diferentes provas) foram diluídas em água com ultra teor de pureza , acrescido de  6% de purê de mamão papaia.  Depois se repetiu a diluição desta pasta ( pectina + purê  e mesmas condições)  em uma  emulsão do óleo essencial.
A proporção foi de 1 / 1,  o que resultou em 1,5 % de cada Pectina, 3% purê e 4,5% de água ultra pura ou emulsão de óleo essencial. Os volumes de cada prova descansaram por 4 horas para eliminação de bolhas,  e foram submetidos a um processo de secagem à 25 °por 48 horas. 
E por fim , os pesquisadores fizeram uso dos conhecido efeito de pH ácido da polpa da fruta e teor de carboidratos/sólidos-solúveis da mesma, para auxilio da formação de gel , na formação do filme de Pectina. 

Segue abaixo material promocional do artigo, gentilmente fornecido pela Verónca Savignamo da SBPMat ( Sociedade Brasileira de Pesquisa em Materiais).




Nota do Blogueiro:



Elsevier   é um provedor e líder mundial de compartilhamento de informações de relevância no campo das ciências, saúde e profissionais de tecnologia.  
Eles tem uma interessante secção sobre Hidrocolóides:
http://www.journals.elsevier.com/food-hydrocolloidshttp://www.journals.elsevier.com/food-hydrocolloids

Sociedade Brasileira de Pesquisa em Materiais (SBPMat) é uma sociedade civil, de direito privado, sem fins lucrativos, sediada no Rio de Janeiro. 
http://sbpmat.org.br/

Na formação da emulsão de óleo essencial de canela/ cinamaldeído foi usado Polisorbato 80, água e homogeneizador.
Foi formada uma emulsão óleo em água (O/W), com 2% de cinamaldeído e 1,5% Polisorbato 80 em água ultra purificada, através de um misturador Ultra Turrax.


​Boa leitura!

Daniel





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